16 abril 2015

a janela da cidade I BRAGA

 a minha instalação têxtil, "Segue com o olhar o voo livre da andorinha" pode continuar a ser vista nesta janela da cidade de Braga. quer faça sol ou chuva, até dia 26 de abril estará por aqui. uma instalação que simboliza a chegada da Primavera que por estes dias se tem escondido de todos aqui.


15 abril 2015

DESCOBRIDORES I a viagem começa aqui...


 "Cucu! Apresentamos os Descobridores!" Foi dia de trabalho com a Filipa Mesquita, da Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora. Os nossos meninos e meninas do espectáculo dos DESCOBRIDORES, a estriar em Outubro, começam a experimentar expressões e movimentos, a definirem algumas características suas. 3 Meninos e 3 Meninas. 6 Países. 6 Identidades. O projecto vai ganhando forma, cor, aroma, identidade, movimento... Um Espectáculo para pais e bébés e que estamos a trabalhar para que seja uma excelente experiência em família.


“Existem momentos de partilha e atenção, momentos de criação de laços e afectos. Existem momentos de descoberta, de olhares de aprendizagens. Esses momentos são nossos e todo o mundo por momentos parece abrandar. Vamos à descoberta de novos sons, novos ritmos, um novo tempo, um novo eu. 

Quando os portugueses se aventuraram à descoberta atravessando os mares, encontraram terras maravilhosas e povos extraordinários que lhes eram estranhos, com seres,com cores, com hábitos, culturas e cheiros distintos. 
Serve este preambulo para dar início à construção do espectáculo. O nascimento e os primeiros meses e anos de vida são de constante descoberta, um encontro com seres, hábitos, cheiros sempre novos. 
Este espectáculo é uma viagem de sensações numa nova terra cheia esperanças, sons, imagens onde todos os dias são uma constante descoberta. 
Em 2004 foi criado o primeiro espectáculo para crianças de tenra idade, uma experiência que se foi desenvolvendo e amadurecendo no contacto directo com o público. Ao longo de quase 10 anos esta criação esteve junto das crianças e criaram-se alianças, laços e acima de tudo aprendizagens. 
Agora quase 10 anos passados voltamos a olhar para a criação para bebés. Quando começa a sensibilidade artística? Na nossa opinião, desde o nascimento… 

“DESCOBRIDORES” é um espectáculo de partilha, olhando o mar imaginamos as descobertas, os homens que chegaram aos Açores, ao Brasil, à India e pensamos nas cores, nos cheiros, nos sons, nas criaturas, nas novas sensações que os terão percorrido. Imaginamos que ao nascer, todos os dias, todos os momentos, são momentos de descoberta, onde cada sensação vai deixando uma leve impressão, uma leve marca na nossa forma de ser, de crescer. 

Nascer... chegam pelo mar os descobridores... 
Recebidos pela mãe ilha, viajam pelo embalar dos abraços. Em cada terra nasce um menino, em cada terra nasce uma mãe, em Portugal o galo canta, no Brasil os pássaros voam e a mãe é grande, em África a mãe é chão e é terra, na Índia as mãos e os pés da mãe brilham e agitam-se de sons, em Timor a terra é um crocodilo que nos leva a jogar, na China os dragões saltam e a mãe tem mãos que dançam, tocam e embalam. 
Sonhamos! Terra de cores, cheiros e sons. Uma terra a descobrir com os pais e com aqueles que nos embalam.” 

texto. Filipa Mesquita

o passarinho cantou, às quatro da madrugada...

 é tão bom acordar com o cantar dos pássaros. às vezes tenho a sensação que cantam cada vez mais cedo. mesmo no meu estúdio, no meio da cidade, às vezes fecho os olhos e pelo escutar dos pássaros me julgo no campo. que sorte escutar a natureza na cidade também. 

 para ilustrar este pequeno apontamento partilho esta imagem. a pedido de um amigo, fiz em 2011, uma intervenção no seu chapéu de palha furado. ele também canta como os pássaros. muitas vezes a cantarolar. quer para espantar a tristeza. quer para trazer a alegria. este pequeno desafio trouxe um momento de diversão e alegria. piu-piu. e com a música seguiu ele todo contente com o seu “novo” chapéu de palha: “O passarinho cantou, às quatro da madrugada...”



10 abril 2015

S.Geraldo abre as portas da capela uma vez por ano

 Já vi, algumas vezes, fotografias minhas publicadas na imprensa e em blogs sem que façam menção aos créditos das imagens. Mas existem obviamente excepções. A propósito do Projecto Janela Adentro e o Calendário do Advento, em 2013, uma das janela deste calendário foi habitada pelo padroeiro da cidade de Braga, S.Geraldo. Havia reservado, para esse dia 5 de dezembro, um pequeno texto sobre o milagre de S.Geraldo e algumas imagens que tinha feito desta capela da cidade que só abre uma vez por ano. Decorada com frutas de todas as épocas, a capela assume uma imagem no mínimo peculiar e muito interessante. Do altar, aos postigos das janelas e das portas, frutas de todas as épocas ajudam a decorar todas as peças de arte sacra que o espaço possuiu. Pois bem, não que tenha achado as imagens que fiz extraordinárias, foram no mínimo suficientes para revelar interesse em ilustrar um artigo para a revista INVENIRE - Revista de Bens Culturais da Igreja, nº 10, sobre Museus eclesiasticos e a museologia. E se ficaram curiosos com esta capela já sabem, agora só abre no próximo dia 5 de dezembro. Nesse dia não se atrasem ou correm o risco de ter de esperar mais um ano para a ver!


07 abril 2015

Segue com o Olhar o voo livre da andorinha I EXPOSIÇÃO à JANELA

 Nesta janela da cidade de Braga, a janela que aliás habita o meu estúdio, bem nesta rua onde todos os dias passam dezenas de pessoas. Enquanto algumas erguem o olhar e descobrem esta instalação à janela, outras passam e nem dão por ela existir. "Seguindo com o olhar o voo livre da andorinha", dá nome à peça têxtil que se encontra suspensa no interior desta janela. Depois de ter sido concebida para habitar um Encontro de Arte numa Aldeia do Xisto no Centro de Portugal, eis que regressa ao local onde nasceu, precisamente a este espaço mas desta vez para se mostrar a todos os que passam na rua. Com os primeiros raios de sol ou com o manto negro que cobre cada noite que chega à cidade, são diversos os apontamentos que contam esta história à janela. Até dia 26 de Abril, ao passares na Rua de Santo António, aqui em Braga, levanta o olhar para o primeiro andar desta casa e sorri. 
 E enquanto as andorinhas não chegam à cidade e às beirinhas dos telhados das casas da Praça do Município, nesta janela, aqui estão elas a anunciar que a Primavera chegou.


04 abril 2015

Antes e depois... o coelhinho e a cenoura

 Por estes dias desafiaram-me a "restaurar" um coelhito de pluche com muitos anos de idade e algumas "maleitas" do tempo e de brincadeiras repetidas. Pelas contas feitas, com quase 40 anos, pode-se dizer que apesar da aparência mantém um ar jovial e muito feliz. E como será que a sua Dona irá receber este presente que, tendo já sido oferecido há alguns anos atrás, o irá voltar a receber desta vez depois de uma intervenção cirúrgica realizada num Estúdio transformado por estes dias em Hospital de Bonecos. Não é comum aceitar este género de desafios mas a história deste coelhito é especial e é muito bom fazer parte das histórias de outras pessoas, sobretudo quando nos confiam peças tão especiais para intervirmos livremente com o nosso gosto e carinho. Aqui fica este apontamento do Antes e Depois deste coelhito e a sua cenoura e que hoje recebeu alta e regressou a sua casa mais Feliz.


15 março 2015

"Semeando a terra nas margens do Rio Zêzere"


 “Agricultura Lusitana” dá nome ao mais recente projecto de Craft + Design proposto pela ADXTUR a um grupo diversificado de criadores nacionais. Em Maio, tudo sobre este projecto será revelado na Alemanha, na Eunique - Feira Internacional de Art & Design, em Karlsruhe, onde Portugal é o país convidado. 

 Enquanto criadora na área dos Têxteis Contemporâneos, integrei de novo este fantástico grupo de criadores. Para a concretização deste novo desafio, embora deslocada do território das Aldeias do Xisto, encontrei uma forma de me aproximar deste lugar e assim me inspirar para a criação da minha peça. Viajei até este lugar, através das imagens aéreas deste território adquiridas à distância de um clique. Através dessas imagens reais do território, situadas sobretudo às margens do Rio Zêzere, inspirei-me com os desenhos que fui encontrando dos retalhos de terras cultivadas e que me faziam lembrar aliás as minhas mantas de retalhos. 

 O ano de 2015, iniciou-se assim com uma nova etapa deste projecto e ao longo de dias, no estúdio, continuei ligada à terra, a sentir-me uma espécie de agricultora. Durante os últimos meses acordei com o cantar do galo. Mergulhei sobre a terra. Fresei e semeei os campos, não com as alfaias agrícolas, mas com as minhas ferramentas de trabalho: as mãos, os tecidos, as agulhas e os fios. Com gestos contínuos, persistentes, minuciosos e cuidados, era como se estivesse, eu mesma, a semear também a superfície destas almofada, intituladas Semeando a terra nas margens do Rio Zêzere.